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Turismo de Mira

Mira na História

Mira é um pequeno concelho no distrito de Coimbra, na Região Centro de Portugal, com autonomia municipal desde 1442 (quase 573 anos).

A nossa história começou muito tempo antes disso com a ocupação Romana que nos deixou as telhas e a cerâmica doméstica utilizadas nas casas dos pescadores e agricultores e a ocupação Muçulmana de onde nasceu o nome do concelho. Mira deriva da palavra árabe Mir ou Emir que significa terra do senhor, chefe ou príncipe. Os cristãos que continuavam a ocupar este território já eram devotos de São Tomé.

De seguida deu-se a Reconquista Cristã em 1064 e a doação dos terrenos de São Tomé de Mira em 1095 a Soleima Godinho, na condição de este cultivar, desbravar e valorizar todos os terrenos, não podendo proceder a nenhuma venda, doação ou troca sem o consentimento do governador moçárabe Sisnando de Coimbra.

D. João I tornou o seu filho D. Pedro, duque de Coimbra, senhor de Montemor, de Aveiro e de Mira, que em 1442, concedeu a carta de privilégios aos Mirenses. Em 1448, D. Afonso V doou Mira e Aveiro ao Infante D. Pedro, separando Mira de Coimbra, promovendo-a a concelho com autonomia administrativa.

A 27 de agosto de 1514, D. Manuel concede o Foral a Mira que evidencia a vida social, económica, administrativa e fiscal da época no concelho. Esta relíquia, de momento, está exposta no Museu do Território da Gândara, depois de ter sido restaurada.

Em 1644, D. Luísa de Gusmão ordenou a tomada de posse da vila pelo corregedor da Comarca de Coimbra até ao término de todo o regime senhorial e todo o que esse poder intitulava.  Até 1853, Mira pertenceu à Comarca de Aveiro e da Anadia, sendo que no dia 21 de dezembro volta a fazer parte do distrito de Coimbra.

O decreto de 10 de dezembro de 1867 levou a uma reforma administrativa que desapareceu com o concelho de Mira, tendo este começado a estar unido a Cantanhede. No entanto, o decreto de 14 de janeiro de 1868 anulou o decreto anterior, pelo que Mira só deixou de existir durante um mês e quatro dias.

A perda da autonomia de Mira para Cantanhede repetiu-se em 1985 com o início do liberalismo, durando cerca de dois anos e quatro meses. Mira recuperou a sua autonomia com o decreto de 13 de janeiro de 1898.

Com todas estas mudanças ao longo da história, Mira foi criando e desenvolvendo novas tradições e património ao longo do tempo, tais como: a Arte Xávega (atividade antiga praticada por pescadores em companhas) , a Casa Gandaresa (casa típica influenciada pelo mediterrânico e as vidas no século XVIII e XIX), os Caretos da Lagoa (foliões do sexo masculino quando atingem a idade adulta), os Palheiros da Praia de Mira (construção de madeira para guardar o material dos pescadores) e o Artesanato (Abanicos de Penas, Carros de Bois em madeira, Latoaria e Cestaria de Vime). Para conhecer mais um pouco da nossa história e arte convidamos a passear pela nossa região e visitar o nosso Museu do Território da Gândara e o Museu Palheiros de Mira.

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